domingo, 22 de janeiro de 2017

Carta de um terráqueo do futuro

Postado em ,   with  Sem comentários     Edit
Desde ontem à noite, circula nos veículos de comunicação mais obscuros e desconhecidos - já que não sairia nos afamados - uma notícia que, se não lhe parecer bizarra, fará você crer que o fantástico habita esse mundo de maneira tão natural quanto eu e você.

A Agência Espacial Norte Americana (NASA) interceptou uma mensagem codificada há mais ou menos uma semana. Ela parece ter sido emitida do sul dos Estados Unidos. O que há de estranho na mensagem de um americano sulista, você me pergunta esnobe e sem paciência. O estranho é o fato dela ter sido construída com um sistema de sinais elaborado pela NASA em meados de... 2016. Só que o método passa atualmente por uma secretíssima fase de testes. Então, alguém JÁ possui o sistema. Sinistro, não?

Mas isso não é o ponto mais surreal da história. O conteúdo da mensagem, em forma de carta, confirmou as primeiras suspeitas de alguns cientistas e confrontou a desconfiança cética de outros. O texto aborda acontecimentos recentes e futuros, e, pasmem, foi escrito por um brasileiro.

Sim, é questionável um site de gracinhas como o Ossuário publicar isso, mas a similaridade com forma e conteúdo do blog me forçaram a fazê-lo. Não me alongarei mais e deixarei aqui a carta do terráqueo do futuro para você tirar as suas próprias conclusões.


***


Me chamo Roberto Xavier, e vivo nos EUA. 

Escrevo essa carta com o objetivo de alertar os destinatários sobre as escolhas que estão prestes a fazer. O mundo mudou radicalmente no início de 2017, e explicarei por quê.

No dia 20 de janeiro tomou posse na presidência americana o magnata Donald Trump. Parte do planeta vibrou e parte lamentou. Eu, na época, não senti tanto, mesmo vendo as pessoas mais críticas e inteligentes se opondo a ele. Meses antes, veículos sérios como CNN, BuzzFeed e Globo News apontavam para uma catástrofe se sua eleição se consumasse.

Estavam certos.

Logo no dia 25 o povo saiu às ruas no mundo inteiro pedindo sua deposição. Tudo começou no Brasil, país em que nasci e do qual emigrei ainda criança. O PSTU, uma importante legenda partidária, organizou uma marcha contra Trump, que fez o presidente eleito logo sofrer pressões dos maiores grupos políticos e econômicos do planeta, dada a relevância do partido no cenário mundial.

Espalharam-se subitamente por cada canto do planeta beijaços, punhetaços, siriricaços, cagaços e peidaços contra o elitista da Casa Branca. Parecia que finalmente, depois de 50 anos, o mundo pacífico voltava a se unir em torno de um meta de paz, e usando, para atingi-la, táticas inteligentes como essas.

Trump sustentava-se ao poder quase sem apoio. Do seu lado estavam apenas o seu partido republicano, 61 milhões de votos americanos e grande parte de toda a direita mundial. E, mesmo se tivesse junto dele 90% dos humanos, haveria 10% de pessoas pacíficas e pró-humanidade, e, portanto, ele deveria ser retirado do poder.

A crise se agravou em 26 de fevereiro de 2017, quando 7 atores de Hollywood criticaram-no e lacraram na hora de receber o prêmio Oscar. No seu Twitter, o próprio presidente afirmou: "Vocês estão me obrigando a tomar uma atitude drástica". Ela aconteceu. 

A gota-d'água foi o vídeo-campanha postado no Youtube no qual atores da Globo, vestidos de trans-lésbicas-negro-latinas, mostravam ao milionário que o Projac também estava contra ele. Ao somarem-se às estrelas de Hollywood e outros artistas relevantes dos EUA, como Miley Cyrus e Cher, as celebridades brasileiras deram o ultimato no presidente americano. Era o mundo o pressionando para que reivindicasse, e até mesmo homens ligados ao capitalismo direitista, como George Soros e David Rockefeller, rejeitavam o nazista-sionista. 

Então veio o pior. Num pronunciamento recheado de discursos de ódio (ele disse, por exemplo, "America first"), Trump dá o definitivo golpe de Estado ao afirmar que não pode sair do cargo só porque pedem, pois isso é inconstitucional. Mais tarde, o 4chan reportou que, na redição desse discurso, ele teve ajuda de hackers russos.

É 12 de março de 2017. Um muro foi construído em torno de todo território americano. Bolsonaros do mundo todo se inspiraram e fizeram o mesmo nos seus países. Imigrantes ilegais são expulsos apenas por estarem na ilegalidade. A direita está mais fascista do que nunca, criticando o socialismo no Twitter e fazendo piadas com a esquerda progressista. O Oriente Médio está praticando guerras agora. O Estado de Cuba corre o risco de falhar. A China teme que seu sólido sistema comunista caia. A Rússia tenta dominar o mundo. O ISIS corta cabeças. A ONU já não consegue trazer a paz como antes. Alienígenas disseram que não querem mais nos visitar. Um meteoro se aproxima da Terra. Jesus falou que nunca mais volta.

O mundo está em chamas. 

Essa carta é para alertá-los do que lhes espera se votarem errado agora em novembro. Espero que ela não chegue tarde demais.

Ass: um latino perseguido.


0 comentários:

Postar um comentário