quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

domingo, 22 de janeiro de 2017

Carta de um terráqueo do futuro

Desde ontem à noite, circula nos veículos de comunicação mais obscuros e desconhecidos - já que não sairia nos afamados - uma notícia que, se não lhe parecer bizarra, fará você crer que o fantástico habita esse mundo de maneira tão natural quanto eu e você.

A Agência Espacial Norte Americana (NASA) interceptou uma mensagem codificada há mais ou menos uma semana. Ela parece ter sido emitida do sul dos Estados Unidos. O que há de estranho na mensagem de um americano sulista, você me pergunta esnobe e sem paciência. O estranho é o fato dela ter sido construída com um sistema de sinais elaborado pela NASA em meados de... 2016. Só que o método passa atualmente por uma secretíssima fase de testes. Então, alguém JÁ possui o sistema. Sinistro, não?

Mas isso não é o ponto mais surreal da história. O conteúdo da mensagem, em forma de carta, confirmou as primeiras suspeitas de alguns cientistas e confrontou a desconfiança cética de outros. O texto aborda acontecimentos recentes e futuros, e, pasmem, foi escrito por um brasileiro.

Sim, é questionável um site de gracinhas como o Ossuário publicar isso, mas a similaridade com forma e conteúdo do blog me forçaram a fazê-lo. Não me alongarei mais e deixarei aqui a carta do terráqueo do futuro para você tirar as suas próprias conclusões.


***


Me chamo Roberto Xavier, e vivo nos EUA. 

Escrevo essa carta com o objetivo de alertar os destinatários sobre as escolhas que estão prestes a fazer. O mundo mudou radicalmente no início de 2017, e explicarei por quê.

No dia 20 de janeiro tomou posse na presidência americana o magnata Donald Trump. Parte do planeta vibrou e parte lamentou. Eu, na época, não senti tanto, mesmo vendo as pessoas mais críticas e inteligentes se opondo a ele. Meses antes, veículos sérios como CNN, BuzzFeed e Globo News apontavam para uma catástrofe se sua eleição se consumasse.

Estavam certos.

Logo no dia 25 o povo saiu às ruas no mundo inteiro pedindo sua deposição. Tudo começou no Brasil, país em que nasci e do qual emigrei ainda criança. O PSTU, uma importante legenda partidária, organizou uma marcha contra Trump, que fez o presidente eleito logo sofrer pressões dos maiores grupos políticos e econômicos do planeta, dada a relevância do partido no cenário mundial.

Espalharam-se subitamente por cada canto do planeta beijaços, punhetaços, siriricaços, cagaços e peidaços contra o elitista da Casa Branca. Parecia que finalmente, depois de 50 anos, o mundo pacífico voltava a se unir em torno de um meta de paz, e usando, para atingi-la, táticas inteligentes como essas.

Trump sustentava-se ao poder quase sem apoio. Do seu lado estavam apenas o seu partido republicano, 61 milhões de votos americanos e grande parte de toda a direita mundial. E, mesmo se tivesse junto dele 90% dos humanos, haveria 10% de pessoas pacíficas e pró-humanidade, e, portanto, ele deveria ser retirado do poder.

A crise se agravou em 26 de fevereiro de 2017, quando 7 atores de Hollywood criticaram-no e lacraram na hora de receber o prêmio Oscar. No seu Twitter, o próprio presidente afirmou: "Vocês estão me obrigando a tomar uma atitude drástica". Ela aconteceu. 

A gota-d'água foi o vídeo-campanha postado no Youtube no qual atores da Globo, vestidos de trans-lésbicas-negro-latinas, mostravam ao milionário que o Projac também estava contra ele. Ao somarem-se às estrelas de Hollywood e outros artistas relevantes dos EUA, como Miley Cyrus e Cher, as celebridades brasileiras deram o ultimato no presidente americano. Era o mundo o pressionando para que reivindicasse, e até mesmo homens ligados ao capitalismo direitista, como George Soros e David Rockefeller, rejeitavam o nazista-sionista. 

Então veio o pior. Num pronunciamento recheado de discursos de ódio (ele disse, por exemplo, "America first"), Trump dá o definitivo golpe de Estado ao afirmar que não pode sair do cargo só porque pedem, pois isso é inconstitucional. Mais tarde, o 4chan reportou que, na redição desse discurso, ele teve ajuda de rackers russos.

É 12 de março de 2017. Um muro foi construído em torno de todo território americano. Bolsonaros do mundo todo se inspiraram e fizeram o mesmo nos seus países. Imigrantes ilegais são expulsos apenas por estarem na ilegalidade. A direita está mais fascista do que nunca, criticando o socialismo no Twitter e fazendo piadas com a esquerda progressista. O Oriente Médio está praticando guerras agora. O Estado de Cuba corre o risco de falhar. A China teme que seu sólido sistema comunista caia. A Rússia tenta dominar o mundo. O ISIS corta cabeças. A ONU já não consegue trazer a paz como antes. Alienígenas disseram que não querem mais nos visitar. Um meteoro se aproxima da Terra. Jesus falou que nunca mais volta.

O mundo está em chamas. 

Essa carta é para alertá-los do que lhes espera se votarem errado agora em novembro. Espero que ela não chegue tarde demais.

Ass: um latino perseguido.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

O dia em que assisti ao "Esquenta"



Como todos sabem, esse ornitorrinco televisivo foi apresentado por Regina Casé, e unia a nata da nossa cultura, como Arlindo Cruz, Preta Gil, um outro pagodeiro que ri medonhamente e cujo nome ou apelido não me lembro, DJ Marlboro e outros gênios. Entre as inúmeras atrações do programa estavam danças, músicas e, quando Casé deixava os convidados falar, micro-entrevistas. A proposta do Esquenta era, visivelmente, passar a visão torta e perversa de que o povo consome o que está no esgoto da cultura, e por isso deve se contentar porque é assim que deve ser. Em suma, que o telespectador não deve ter vergonha do lixo produzido por nossos artistas; ao contrário, deve apreciá-lo, pois é o máximo que conseguem.

Sendo assim, os estilos musicais apresentados são previsíveis: samba, rap, pagode, funk; tudo o que gente como Regina Casé insiste dizer que é a cara do Brasil. Esses 4 cavaleiros do apocalipse sonoro ditam a trilha de toda a atração. A apresentadora, com vestimentas que a deixavam com a aparência de um grande repolho mutante, dá o chute inicial no programa chamando a funkeira Anitta, que canta uma música sobre como seduz os homens. Durante a performance, Casé permanece ao lado da cantora, realizando poses e mimicas, talvez tentando ser engraçada, não entendi bem. Em seguida a apresentadora introduz o convidado internacional Afrika Bambaataa, um DJ considerado um dos "padrinhos" do hip hop. Não tenho certeza se isso é bom. 

A anfitriã tece muitos elogios ao gringo, mas, antes que o músico esboçasse alguma reação, Casé grita "VEM COM TUDO!!!", e, subitamente, entram uns jovens "dançando", num passo bizarro que os assemelhava a siris lutando karatê, dando pulinhos para a frente, em duas fileiras, a da frente com garotos mais velhos, seguida por uma versão mirim logo atrás, ao som de um funk que repetia hipnoticamente "vemque vemque vem com tudo". As roupas dos dançarinos eram bizarramente estranhas (até para funkeiros), numa escrachada mistura de mestre-sala de escola de samba com alienígenas dos filmes de Ed Wood. 

Depois da dança crustácea, a apresentadora criticou o mau-humor de uma jovem integrante do programa, e então se voltou ao convidado internacional e perguntou: "how can you say 'marra' in english?". Num rápido movimento, Carlinhos Brown pula no meio da tela e passa a girar agachado e a cumprimentar o auditório. Vestido de sua singular touca, que, ou esconde dreads, ou uma cabeça grandona, não sei, começa a fazer seus típicos barulhos vocais incompreensíveis. Em seguida canta uma música sobre o Bambaataa. Noto que fazia 20 minutos que falavam sobre o DJ, mas ainda não o deixaram falar. Se o "Esquenta" era a tentativa de transparecer nossos modos, pelo menos nisso acertavam. 

(Comecei a estranhar Carlinhos Brown, pois já havia passado alguns minutos da sua música e ele ainda não tinha feito barulho de percussão com a boca. Mas no fim ele não me decepcionou. Bá, tum, tum, pá, pá!).

Chamaram uma amiga da Anitta ao palco. Da ultima vez que vi isso, no Faustão, a colega contara que a funkeira tem o costume de soltar peidos na van e fechar as janelas para torturar as amigas (se duvida busca no Youtube). Mas dessa vez não houve segredos íntimos. Anitta celebrou sua amizade cantando uma música sobre como ela tem facilidade em seduzir homens. A grande vantagem do programa é que tudo é rápido, e os cantores só cantam até o refrão.


Fui ao banheiro pois passava serviço de utilidade pública sobre ecologia. Ao voltar, vi Arlindo Cruz terminando sua apresentação. Não fiquei triste, pois como ele está em todos os programas da Globo, é só esperar o Faustão. Merchandising de chinela com um mini concurso que não compreendi as regras. Não faz mal, a propaganda foi feita. Anitta come ao vivo e diz: "eu amo coxinha de galinha". "Nós também", diz maliciosamente o pagodeiro ao seu lado, olhando para seu amigo. Tudo no amistoso clima de bar fuleiro.

Descobri que o programa era um bom lugar para trabalhar. Eu queria. Havia convidados fixos que nem falavam. Eu poderia ter lançado um disco de algum estilo de música aclamado pelo público do Esquenta. O pré-requisito para isso eu tenho, que é a falta de talento. 

Apesar de todo ridículo, aprecio a cultura trash. É pra rir mesmo. E não havia dúvidas de que, diante do programa, essas obras kitsch da arte moderna chegam a parecer um Rembrandt. A atração é de fazer inveja a qualquer filme comprado pelo Silvio Santos. Para levá-la a sério, só sendo desmiolado ou dessa gente festiva das esquerdas que afirma toda cultura como "boa", "bonita" e "válida", mesmo as mais perversas, horríveis e desprezíveis. Ou as duas coisas.

Acabei pegando no sono sem poder ver o final do programa. Não fez mal. Todo domingo era a mesma coisa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

sábado, 22 de outubro de 2016

A alma mais honesta


Toda vez que faz uma aparição em público, Lula relembra que ele possui a alma mais honesta. Ele tem medo que seus eleitores se esqueçam desse fato. Preocupação pueril, visto que eles se esquecem de todos os crimes cometidos por ele desde que surgiu para o mundo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Petistas orgulhosos


O Partido dos Trabalhadores passa por uma crise. Parece que tudo o que os petistas botam a mão, tende a estragar, como aconteceu com o Brasil. Dentro do partido, o problema é grave. Os candidatos a boquinhas pelo país já não querem nem mostrar de que partido são. Mas ainda há quem se orgulhe da quadrilha.

domingo, 14 de agosto de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Olimpíadas


Os brasileiros se preparam para as Olimpíadas. Há um medo no ar, devido ao crescimento do terrorismo. Hoje eles utilizam-se de diversas práticas cruéis para prejudicar a população. E são tão perigosos que até manterão os islâmicos radicais longe do Rio.